Pulsando
Hoje encarei a mim mesmo,
os medos, as dores, bati de frente com os anseios.
Hoje me ponho de braços abertos pra vida.
De braços abertos para receber dias mais felizes,
manhãs mais puras de sorrisos, mais viva de amores,
Onde ser eu mesmo não me traga culpa cinzenta,
não me faça correr, saltar rumo ao desconhecido imaginário.
Os braços esperam, ainda abertos, os momentos mais livres,
os cafés da manhã ao nascer do sol, regados de sorrisos em cor.
os braços desejam, precisam, chegam a soluçar… e esperam,
mesmo com críticas, ainda que distante.
Hoje me ponho de braços abertos, eu quero e preciso,
quero você aqui, quero você em mim!
Pulsando em meu peito.
Meus braços ainda abertos, desejosos de vida, esperançosos de olhares mais puros,
os mesmos braços, valentes e firmes, estes que ainda distantes guardam o mais puro abraço.
Kaneda Fernando - Direitos Autorais Reservados.
(Fonte: kanedanandouth)

![Vozes cinzentas [ 声グレー] Voices gray
Espero, sentado, caído, mudo em dores versadas
Espero, de pé ou sentado?
Entenda, eu grito o teu silêncio, o chamo de amigo.
Espero sem almejar o afago,
Só rezo, emudecido de olhares felizes,
Quem pode esperar ao meu lado?
Se só espero sem mesmo saber ao certo se esperar me é de direito.
Longe de tudo, longe de mim, espero.
Trancado em letras, no frio de vozes cinzentas e loucas,
Deixado em estampas de medo bordadas em vergonha.
Espero, o porquê ainda não devo dizer ou saber, somente espero.
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![Vejo! [を参照してください] See
“Sinto-me como um pedaço de papel, rasgado e sujo lançado à lixeira da vida”.
A verdade é que sempre busquei uma identidade, uma referência que fizesse com que eu me sentisse alguém, fizesse eu me sentir importante, necessário para alguém talvez, mais tudo não passa de uma mera alusão, nem minhas ascendências (nipônicas, indígenas, latina ou africana), podem me dizer quem sou.
Todas as tentativas de encontrar um norte parecem ter sido falhas.
Estou cansado de tentar, de querer, de buscar um lugar aonde eu possa me sentir seguro, sinto-me cansado de estar cercado de pessoas, e ainda assim sentir que nada mudou, e que muito pelo contrário, tudo parece sem fim, à dor parece nunca me deixar, a tristeza parece realmente ter gostado da minha companhia.
Não creio que seja o limite da minha capacidade de sentir, talvez seja simplesmente algo que, devo passar transpor, superar.
O fato é que desconheço a importância dada ao sentido real de ser, talvez por hora possa apenas descrever o que seria o existir.
Por que as saídas devem parecer tão difíceis, quase intocáveis.
Gostaria que meu corpo resistisse que minha mente superasse, e que, cada uma das dores mais profundas que trago em meu coração, se transmutasse em alegrias duradouras.
O sopro de esperança que um dia habitou meu ser parece ter sido tragado pela infinita escuridão que acompanha o medo.
Meus olhos não tocam mais o horizonte, onde fui? Por que não posso mais ouvir?
Quem parou a musica? Onde estão os risos?
“Eu vejo!”, diz o cego.
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![Caia [ 落ちる] Descend
Chorar, porque não chorar?
Se a dor me sufoca,
Leva-me o riso.
Eu sei, não basta sofrer de desgosto,
É preciso sofrer por amor,
Afinal, de que vale essa vida,
Se não o amor.
Não grite! Eu sei que dói,
E sei que o problema é meu.
Não corra! Preciso deixar que a lágrima caia,
Sim! Amei-te, e você o que fez?
Eu sei o que fez, negou-me o dom do amor,
Trazendo assim o espaço,
O vazio da dor.
Chorar pode ser agora,
Afinal, o que mais me sobrou?
Então, porque não chorar.
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